Banana&Etc

fevereiro 26, 2006

Brincando carnaval

Viram? A "família" toda saiu na "Unidos de Vila Isabel" :)))

Vila Isabel
Soy Loco por Tí, America!
Foto: Custódio Coimbra - O Globo

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Ô abre alas que eu quero passar Eu sou da lira não posso negar...

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Brincadeira que rola por aí, em diversos blogs:

1. Pegue o livro mais próximo. 2. Abra na página 23. 3. Encontre a quinta frase. 4. Coloque em seu blog o texto desta quinta frase junto com estas instruções.

"Era dirigida por uma jovem e elegante viúva andaluza, cuja basquiña de seda preta, com franjas de vidrilhos, contrastava com as formas graciosas e membros flexíveis e arredondados". Narrativas de Alhambra (Washington Irving) - Editora Brasiliense, 1959.

Quem quiser entrar na roda, deixe o texto nos comentários.

- Alguém sabe me dizer o que é basquiña?


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Allah-lá-ô ôôô ôôô Mas que calor ôôô ôôô

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Dica muito legal da Solange e da Helenice.

The Tattooed Banana

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Eu levo a vida pensando
Pensando só em você
E o tempo passa e eu vou me acabando
No balancê balancê

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Beijos a todos e bom carnaval!
Beijo especial pro patrão que, dois anos atrás, nos deu abrigo neste maravilhoso condomínio chamado BlogBrasil!

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Salve a morena! A cor morena do Brasil fagueiro Salve o pandeiro! Que desce o morro pra fazer a marcação São são são são Quinhentas mil morenas Louras, cor de laranja, cem mil Salve! Sal.....ve! Meu carnaval Brasil!

Salve a lourinha! Dos olhos verdes, cor das nossas matas Salve a mulata! Cor de café, a nossa grande produção São são são são Quinhentas mil morenas Salve! Sal.....ve! Meu carnaval Brasil!

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fevereiro 19, 2006

Convite de formatura


Cine Theatro Central
Foto: Roberto Dornelas


Certo dia, ao chegar em casa, recebo do porteiro a correspondência. Entre extratos bancários, propagandas diversas (que eu chamo de spam em papel) e contas a pagar havia um convite de formatura. Fiquei surpresa e curiosa. De quem seria? No envelope, além do meu nome, estava escrito: "Com muito carinho", o que fez aumentar ainda mais a minha curiosidade. Antes mesmo de abrir a porta de casa, mãos ocupadas com chaves, papéis e sacolas, consegui tirar o convite do envelope e ler: Psicologia – Turma "100 anos da Interpretação dos Sonhos" (Sigmund Freud). Rapidamente, passei página a página até encontrar Lígia. Por alguns instantes fiquei imóvel a observar sua fotografia. Estava linda - sorriso franco, olhos expressivos, tornara-se uma bela mulher.

Conheci Lígia faz muito tempo. Amiga das filhas de alguns amigos meus, aquela inquieta adolescente estudava em um colégio aqui perto e gostava de freqüentar a minha casa. Eu fazia de tudo para agradá-la: sorvetes enfeitados com caldas e biscoitos, sanduíches incrementados, canapés e coquetéis de frutas, sempre caprichando no sabor e na decoração. Ela acompanhava minhas excentricidades culinárias com interesse e perplexidade e tudo queria aprender. Gostava também de bisbilhotar os discos, os livros e os objetos de decoração da casa. Era curiosa e interessada. Nosso convívio foi assim por um período não muito longo, mas de intensa troca de afetos.

Lígia era das minhas, pois suas atitudes já demonstravam independência, determinação e coragem, diferente de outras garotas da época que viviam agarradas à barra da saia da mãe e se preocupavam demasiadamente com aparências e superficialidades. Os anos se passaram e, não sei bem porque, acabei perdendo o contato com Lígia. Sabia que ela tentara o vestibular de Economia, mas não conseguira aprovação. Depois disto, nada mais soube de sua vida.

Com o convite nas mãos, o coração palpitando de emoção, decidi que iria à sua formatura, a qualquer preço. E assim o fiz. Chegado o dia, comprei-lhe uma pequena jóia, vesti minha melhor roupa, coloquei o salto mais alto e lá fui eu, elegante e ansiosa, assistir a colação de grau de Lígia.

A festa foi no Cine Theatro Central, um dos mais belos prédios de nossa cidade, dotado de acústica impecável e exuberante arquitetura. Cheguei ao Teatro com a cerimônia já iniciada. A casa estava bem cheia, mas não foi difícil encontrar um lugar para sentar.

Fazia tempo que eu não participava de uma formatura e logo de início veio a surpresa e a decepção com aquela "cerimônia". Parecia o Maracanã em dia de Fla x Flu. Havia torcidas organizadas constituídas pelos parentes e amigos dos formandos. Trajes a rigor misturavam-se a bermudas e bonés, assobios, apitos e toques de corneta. Famílias inteiras entravam em delírio e estouravam bolas de soprar cada vez que um parente era anunciado. No palco, um garçom circulava livremente entre os formandos carregando uma enorme bandeja com copos descartáveis oferecendo-lhes alguma bebida. Mas lá estava Lígia e eu não podia me aborrecer com "pequenos" detalhes.

Às tantas da noite, depois de muita xaropada, veio o discurso da oradora da turma. Quando a jovem falava sobre ética, eu quase não consegui conter a emoção, quero dizer, a gargalhada (perdoem-me os meus interlocutores, mas às vezes sou muito crítica e debochada). "A ética está para a Psicologia assim como a chuteira está para o jogador de futebol e a sapatilha está para a dançarina de ballet". Pena eu não me lembrar de tudo.

Após os discursos, juramentos, homenagens, agradecimentos, entregas de certificados, lágrimas, gritos, sorrisos, etc. e etc., achei que a formatura estava no fim. Não estava! Duas formandas foram ao microfone e iniciaram uma brincadeira: "vamos agora falar sobre as principais características de cada colega e de seus atos mais marcantes ocorridos durante o curso". E eu tive de engolir a tal brincadeira que era acompanhada por gritinhos e piadinhas (mas foram só 40 formandos). Como se ainda não bastasse, inventaram um clipe com fotos recentes e antigas de cada um, exibido ao som altíssimo de uma terrível música. Uma tortura, mas chegamos ao final.

A inquietação seguinte, depois de tanto sacrifício, seria cumprimentar Lígia. De presente na mão, eu aguardava ansiosa a sua saída. Ela surgiu sorridente e linda. Quando a vi, corri em sua direção. Foi um longo e emocionado abraço, com sabor de lágrimas e sorvetes, sorrisos e sanduíches, afetos e canapés.

E tudo valeu a pena.