Banana&Etc |
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julho 31, 2005
A gente vai levando
(...) Mesmo com o todavia Com todo dia Com todo ia Todo não ia A gente vai levando A gente vai levando A gente vai levando A gente vai levando essa guia (Caetano Veloso e Chico Buarque)
Eu coleciono "curiosidades" publicadas em jornais. Essa aqui foi tirada da Gazeta Mercantil, em 08/11/2002. :))
******* Volto, aos poucos, a visitar os amigos e agradecer as mensagens de carinho recebidas. Vocês são maravilhosos! Muitos beijos e boa semana pra nós.
julho 25, 2005
As coincidências (?) da vida Giniki chega, como um anjo, trazendo de Niterói um link de ópera. Na mesma cidade, quase no mesmo instante, um grande amigo voava, também como um anjo, para planos mais altos. Nada demais se ele, o João, não tivesse sido o primeiro a me incentivar a ouvir e a entender a beleza da ópera, 30 anos atrás. Nada demais se eu não estivesse andado triste nos últimos dias passando boa parte do tempo livre escutando óperas. Nada demais se, depois de quase 10 anos, eu não tivesse ligado pra saber notícias do João, hoje de manhã. Ô João! Agora você vai conhecer pessoalmente Wagner, Verdi, Rossini, de quem você tanto gostava... e eu nem vou precisar mandar os links. Neste instante Maria Callas canta "Casta Diva". Fica como última homenagem. Um dia a gente se vê por aí.
julho 17, 2005
Acho que é fase
Ele era genial! Franz Weissmann.
Desculpe se deixei vocês com a feijoada requentada, mas o negócio é o seguinte: O que tenho feito, além de trabalhar? Escuto ópera, o tempo todo. Sim, meus amigos, titia aqui gosta cada vez mais de ópera e depois que descobri o Viva La Voce, coloco o fone de ouvido e fico escutando Rossini, Mozart, Puccini, Verdi, Gounod, Wagner, Rameau, Bizet, Orff (Esther! Você precisa entrar nesse site! Para escutar, clique em "Listen Live" e veja a programação em "Playlist"). ******* A registrar: O aniversário da Celia - querida irmã e melhor amiga - hoje, dia 17. A gente mora longe uma da outra, mas em pensamento e coração estamos sempre muito próximas. Felicidades, querida irmã! A alegria da última quarta-feira, dia 13, com a presença da Sonja aqui em casa. Embora o tempo tenha sido curto, o papo foi ótimo e intenso! Beijos e boa semana!
julho 9, 2005
Receita de fim de semana Tô sentindo no ar um desânimo geral, coletivo... e não é pra menos. Mas, como o Banana&Etc foi feito com a intenção de levantar o astral da galera, a começar pela dona (hahaha, peladona foi ótema), eu recomendo o seguinte: 1 - Música! Muita música! Nada de música de fossa, deprê, melancólica. Que tal relembrar Miriam Makeba com Pata Pata? Clique e escute, é a 6ª música. Não sabe quem é? Não conhece a música? Ah, porque você ainda é muito novinho(a). Sat wuguga sat ju benga, sat si pata pata. A versão era assim: "Tá com pulga na cueca, já vi vou matar". Eu sou do tempo em que apenas pulgas eram encontradas nas cuecas. Hoje o pessoal carrega é din din. 2 - Trabalhe em casa. Sim, o trabalho braçal ajuda a tirar a gente da fossa. Limpe, lave, esfregue, arrume gavetas, jogue fora um montão de coisas. 3 - Dê um tempo, não leia jornais e não veja noticiários na TV. De vez em quando faz bem ficar alheio, distante. 4 - Aproveite o frio pra comer uma bela feijoada e tomar uma caipirinha. Nossa! Tem coisa melhor? Então é o que eu vou fazer. Para intensificar o apetite, nada melhor do que as receitas de Nava, sua feijoada, seus cheiros, seus sabores, tudo descrito com a paixão dos amantes recitando versos de amor. Bom fim de semana a todos. ![]()
"Ninguém para preparar o grande prato como meu citado tio Heitor. Ele próprio ia escolher o feijão mais igual, mais preto, mais no ponto, grãos do mesmo tamanho e do mesmo ônix. Ele mesmo é que comprava o lombo, a carne de peito, a lingüiça e os ingredientes de fumeiro com que ia compor e orquestrar. A couve mais verde, a farinha mais fresca e o torresmo mais escorregadio. Seu grande truque era cozinhar sem esmagar um só grão e depois de pronto dividir em dois lotes. Tomava de dois terços e tirava seu caldo, peneirando. Um terço, esse sim! Era amassado, passado, livrado das cascas, apurado, e esse caldo grosso é que ia ser novamente misturado aos grãos inteiros. Era assim que em sua casa não se via a desonra da feijoada aguada. Toda a carne fresca, a seca e a de fumeiro eram cozidas no caldo mais ralo tirado da primeira porção. Só o lombo era sem contato, desobrigado de outro gosto senão o de sua natureza, o da vinha-d’alho em que dormira e o das rodelas de limão que o guarneciam. Quando havia enfiada de feriados, o Modesto preferia preparar de véspera, porque, sustentava, a feijoada dormida e entranhada era mais saborosa. Foi ao estro de sua mesa que pus em dia a melhor maneira de degustar a imensa iguaria. Prato fundo, já se vê, de sopa. Nele se esmagam quatro a cinco (mais, menos) pimentas-malaguetas entre verdes e maduras, frescas ou danadas no vinagre. Tiram-se-lhes carocinhos e cascas, deixa-se só a linfa viva que é diluída no caldo dum limão. Esse corrosivo é espalhado em toda extensão do prato. Então, a farinha em quantidade, para deixar embeber. Retira-se seu excesso, que volta para a farinheira. Sobre a crosta que ficou, vai a primeira camada de feijão e mais um pouco de farinha. Edifica-se com superposições de couve, de farinha, de feijão, de farinha, das carnes e gorduras, e do respaldo mais espesso cobertura final de farinha. Espera-se um pouco para os líquidos serem chupados, aspirados, mata-borrados e come-se sem misturar. Sobre o fundo musical e uniforme do feijão, sentem-se os graves do fumeiro, o maestoso do lombo, as harmonias do toucinho e os agudos, os álacres, os relâmpagos, os inesperados do subsolo de pimenta. E só. Um prato só. É de boa regra não repetir a feijoada completa. Um prato. Um só, porque o bis, como o deboche – é reprovável." (Chão de Ferro – Pedro Nava)
julho 2, 2005
Relendo os meus "Arquivos Implacáveis"
... e às vezes me pego sentindo falta de algo. Às vezes sinto falta de pessoas que nunca mais vou ver. Sinto falta do belo gramado que tinha diante de casa. Onde eu corria livre na minha infância. Hoje com tudo tomado pelas casas e um prédio. Ainda mantenho um trecho de verde no meu quintal. E veja, hoje um pequeno grilo voou do seu refúgio e veio aqui em cima, para o corredor. Peguei o grilo com as mãos em concha e levei-o de volta. Você nem pode imaginar como um cri-cri de grilo é importante para mim! Agora estou aqui "no vício", e voltando ao texto do Crosempo Raji Pronvandi Bandi. Ontem, quando escrevi a parte do Crosempo, também chorei. É que certos personagens me mostram a verdadeira natureza humana. E neste caso, somado ao fato de como São Paulo é tão desumana. (Beto Palaio, o Betão, via e-mail em 31/01/04)
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