Banana&Etc |
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janeiro 30, 2004
(Aurélio) - Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia. Saudade - palavra que outras nações não possuem, conseguem no máximo a expressão "sentir falta", que não abrange esse sentimento que nos atinge de formas diversas. Recebi, via e-mail, lembrete de um site de cartões dizendo que hoje é o Dia da Saudade. Comecei a pensar nos compositores que já fizeram uso dessa linda e, às vezes, tão dolorosa palavra. A primeira a brotar na lembrança foi, sem dúvidas, Onde Anda Você, de Toquinho e Vinícius. E por falar em saudade, onde anda você, onde andam seus olhos que a gente não vê... Logo depois, Tom Jobim soou na memória com a belíssima Chega de Saudade Chega de saudade, a realidade é que sem ela não há paz, não há beleza, É só tristeza e a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai. Depois veio a saudade do tempo das inesquecíveis marchinhas de carnaval Primeiro com Agora é Cinza, de Bide e Marçal Você partiu, saudades me deixou, eu chorei O nosso amor foi uma chama, que o sopro do passado desfaz Depois com Bandeira Branca, de Max Nunes e Laércio Alves Bandeira branca amor, não posso mais, pela saudade que me invade eu peço paz Saudade mal de amor de amor, saudade dor que dói demais Vem meu amor, bandeira branca eu peço paz Relembrei ainda, Dorival Caymmi: Ah, mas que saudade eu tenho da Bahia... Ah, faltou Chico Buarque... Chico Buarque?! Alguém melhor do que ele usou a palavra saudade? Roda Viva No peito a saudade cativa Faz força pro tempo parar Mas eis que chega a roda-viva E carrega a saudade pra lá Meu caro amigo Meu caro amigo eu não pretendo provocar Nem atiçar suas saudades Mas acontece que não posso me furtar A lhe contar as novidades Aqui na terra 'tão jogando futebol Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll Tanta saudade Era tanta saudade É, pra matar Eu fiquei até doente Eu fiquei até doente, menina Se eu não mato a saudade É, deixa estar Saudade mata a gente Saudade mata a gente, menina O velho O velho de partida Deixa a vida sem saudades Sem dívida, sem saldo Sem rival ou amizade Quem te viu quem te vê Hoje eu vou sambar na pista, você vai de galeria Quero que você assista na mais fina companhia Se você sentir saudade, por favor não dê na vista Bate palmas com vontade, faz de conta que é turista Trocando em miúdos (colaboração da Tereza) Eu bato o portão sem fazer alarde, Eu levo a carteira de identidade, Uma saideira, muita saudade E a leve impressão de que já vou tarde.
Oh, pedaço de mim Oh, metade afastada de mim Leva o teu olhar Que a saudade é o pior tormento É pior do que o esquecimento É pior do que se entrevar Oh, pedaço de mim Oh, metade exilada de mim Leva os teus sinais Que a saudade dói como um barco Que aos poucos descreve um arco E evita atracar no cais Oh, pedaço de mim Oh, metade arrancada de mim Leva o vulto teu Que a saudade é o revés de um parto A saudade é arrumar o quarto Do filho que já morreu Oh, pedaço de mim Oh, metade amputada de mim Leva o que há de ti Que a saudade dói latejada É assim como uma fisgada No membro que já perdi Oh, pedaço de mim Oh, metade adorada de mim Lava os olhos meus Que a saudade é o pior castigo E eu não quero levar comigo A mortalha do amor Adeus "Ando à procura de espaço para o desenho da vida. Saudosa do que não faço, do que faço arrependida." (Cecília Meireles) ...escutando Songs From A Secret Garden Muito legal a descoberta da Lilia: A "Saudade" na Canção Sertaneja Brasileira Fazer esse post me deu saudade de um monte de coisas. E você? Tá com saudades de quê?
janeiro 29, 2004
janeiro 28, 2004
"Ao olhar com atenção e curiosidade uma boa fotografia, o homem repete um ritual tão antigo quanto o próprio homem: desvendar as imagens de seu tempo, penetrar no denso mistério-milagre da revelação e recriação do universo circundante. Desde as origens, o homem tenta reter e fixar movimentos das coisas e as coisas em movimento. É atávico no homem: ser um animal que cresceu de fora para dentro, ampliou de tal modo seu universo emocional que "inventou" a arte. Através dessa mesma arte distinguiu-se dos demais animais, emoções tão mais amplas e diferentes. Ao fixar com uma câmara um cavalo a galope, crinas soltas ao vento, repete um ato muito parecido com o de um outro homem: aquele que, pela primeira vez há 20 000 anos antes de Cristo, desenhou nas paredes de sua caverna um animal muito semelhante. A Arte funcionou sempre como uma espécie de fotografia especial, destinada a captar e reter, representar e recriar imagens para outros homens: os homens que virão..." Com essa introdução de Esther PS Rosado, que escreveu a matéria "A fotografia como arte, a arte como fotografia", divulgo dois blogs de grande importância sobre o tema em questão. O primeiro, Fotógrafos Brasileiros, criado pela nossa querida Angela Scott, mereceu link no portal americano About com o seguinte texto: O segundo, Diário dos Olhos, é um blog coletivo criado pelo fotógrafo mineiro Pedro David e foi recentemente indicado no What's Up, do Blogger Brasil. Para ilustrar a belíssima foto de Pedro David selecionei uma poesia de José Carlos Ary dos Santos, poeta português, declamador e autor das letras de vários fados conhecidos. Ary dos Santos morreu em 18 de Janeiro de 1984, aos 47 anos, mas o seu legado mantem-se vivo no trabalho de artistas portugueses contemporâneos. Os 20 anos de sua morte foram lembrados com várias homenagens em Lisboa, no último dia 18. A Máquina Fotográfica É na câmara escura dos teus olhos Chego de longe. Venho em férias. Estou cansado. Chego. Mudo de fato. Calço a idade Moras aonde eu sei. Enquadro-te regulo-te disparo-te Emendo-te rasuro-te preencho-te Invento-te desbravo-te desvendo-te
janeiro 24, 2004
"Atenção tripulação, preparar para o pouso... Porém com todo defeito São Paulo, carinhosamente chamada de Sampa, terra onde mora a maior parte da minha família. No taxi, a caminho do Paraíso, eu pensava como e quanto aprendi a amar esta cidade, influenciada pelos velhos e novos amigos." Sexta-feira, 25/07/03 17:00 O texto acima fez parte de um post onde eu descrevi uma das minhas viagens à São Paulo. Com ele componho a minha homenagem aos 450 anos da cidade e a todos amigos paulistas que frequentam o Banana&Etc. Os postais são da minha coleção particular e as Vistas Panorâmicas foram copiadas do site do Estadão. Mário de Andrade entra com a poesia e a declaração de amor à São Paulo. Um beijo muito especial para Adriana-san Paiva, Áurea Gouvea, , Cláudia, Dudi, Enio, Fal, Fernando Stickel, Guto Galli, Inagaki, Kel, Luciana NY, Marco, Monica, Rô, Shaina e Suzi Hong. Vocês embelezam ainda mais a cidade.
Passado e Presente Vistas Panorâmicas
Quando eu morrer quero ficar, Meus pés enterrem na Rua Aurora, No Pátio do Colégio afundem Escondam no Correio o ouvido direito, O nariz guardem nos rosais, Os olhos lá no Jaraguá As mãos atirem por aí, Fonte:ANDRADE, Mário de. Lira Paulistana. São Paulo, Martins Editora, 1945.
janeiro 22, 2004
Foi BoN enquanto durou. Para quem não sabe, o BoN é o Blogs of Note. Semanalmente, 10 Blogs que chamam a atenção da Equipe Blogger Brasil são destacados e figuram na página inicial do Blogger. Daí aquela enxurrada de comentários. O resultado final foi que em uma semana o Banana teve mais de 4 mil visitas, 600 por dia, em média. Foi muito engraçado, teve comentário de todo tipo: "eii, seu blog tah mto legal!! dorei!! qnd c tive um tempim passa lah num meu" "Nossa seu blog tah lindo, adorei, bem que vc poderia me dar umas dicas, visita o meu blog, me da uma forcinha comenta ele lah!!!" "Gostei muito do seu blogger...bastante criativo...estou fazendo o meu aos poucos e gostaria de que vc desse um pulinho lá pra me dizer o que esta achando.. saudações"
"O cara chega pro amigo e fala: -Minha sogra morreu e agora fiquei na duvida, não sei se vou trabalhar ou se vou pro enterro dela...o que voce acha? E o amigo: - Primeiro o trabalho depois a diversão!!!"
"Parabéns! Não pelo blogger, mas por sua inteligencia e despretenção!" "Q BLOGGER MAIS PODREEEEEEEE!!!"
"Parabéns!!! Lembrei de um site bananesco,q acho q vc vai se deliciar!! http://kleptography.com/gallery-bananaland.htm"
"Agora chegou a minha vez de dizer: a homenagem foi emocionante, comovente"...
"Olá, vi seu blog na pagína e decidi visitar. Adorei. quando puder veja o meu não é lá essas coisas mais estou apreendendo bay"
"...Eu queria conseguir expressar neste pequeno espaço o bem enorme que ler seu blog me fez, logo às 9 da manhã desta quinta-feira, num dia em que as esperanças estavam dormindo. Parabéns pelo belo trabalho, pela maravilhosa compilação de coisas lindas e inspiradoras, pela crítica sagaz e não ácida, pela excelente bananada de cores e valores que você conseguiu por aqui. Sinceramente"
[...]"Que imagem de ser humano subjaz ao ideal democrático? A resposta consequente será: o ser humano é um ser de participação, um ator social, um sujeito histórico pessoal e coletivo de relações sociais o mais igualitárias, justas, livres e fraternas possíveis dentro de determinadas condições histórico-sociais"[...] (Saber Cuidar - Leonardo Boff) Esse é o grande barato da vida: GENTE! Melhor ainda: GENTE DIVERSA! E no meio desta magnífica diversidade, formamos uma família humana.
É isso aí, pessoal.
janeiro 19, 2004
São Sebastião do Rio de Janeiro Em 1999, sabendo do meu amor pelo Rio e da admiração pelo escritor Machado de Assis, um amigo presenteou-me com um livro de rara beleza: "Rio de Assis: Imagens Machadianas do Rio de Janeiro". Organizado por Aline Carrer, o livro é um belo passeio pela cidade, através de fotos e imagens da época. Machado de Assis quase nunca saiu do Rio de Janeiro: nascido nessa cidade em junho de 1839, no Morro do Livramento, morou no Centro e perto do Largo do Machado; em 1884 mudou-se para o Cosme Velho, bairro tranquilo, onde viveu até a morte, em 1908. Aos meus amigos cariocas, que nasceram no Rio ou não, mas que trazem essa cidade no coração. Com abraços mineiros!
Ah, ele estava ansioso por voltar ao Rio de Janeiro.
Mas tudo cansa, até a solidão. Aires entrou a sentir uma ponta de aborrecimento: bocejava, cochilava, tinha sede de gente viva, estranha, qualquer que fosse, alegre ou triste. Metia-se por bairros excêntricos, trepava aos morros, ia às igrejas velhas, às ruas novas, à Copacabana e à Tijuca. O mar ali, aqui o mato e a vista acordavam nele uma infinidade de ecos, que pareciam as próprias vozes antigas.
Rubião fitava a enseada, - eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas em verdade, vos digo que pensava em outra coisa. Cortejava o passado com o presente.
Quando me perguntava se sonhara com ela na véspera, e eu dizia que não, ouvia-lhe contar que sonhara comigo, e eram aventuras extraordinárias, que subíamos ao Corcovado pelo ar, que dançávamos na lua, ou então que os anjos vinham perguntar-nos pelos nomes, a fim de os dar a outros anjos que acabavam de nascer. Fotos: Bric-A-Brac
janeiro 16, 2004
Sabedoria Popular em Provérbios Tive uma semana braba no trabalho. Hoje é sexta-feira e não quero saber de papo sério. Quero bincar de Sabedoria Popular em Provérbios. Alguém aí entra na dança comigo?
- Feliz no jogo, infeliz no amor - Mais vale um cachorro amigo do que um amigo cachorro - Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha - Saem os gatos, folgam os ratos - Elefantes e mulheres nunca se esquecem - Prece de pobre é pedido. Prece de rico é recibo - O tambor é barulhento, mas por dentro só tem vento - Quem vê cara, não vê coração - Cachorro picado de cobra tem medo de lingüiça - Mais vale um amigo na praça que dinheiro em caixa - À noite, todos os gatos são pardos - Homem é igual a chiclete, quanto mais se pisa, mais gruda no pé - Mais amor e menos confiança - Mulher é igual à alça de caixão, quando um larga, vem outro e põe a mão - Quem não pode com mandinga, não carrega patuá
Colaboração dos leitores - O bom é inimigo do ótimo - Quem tudo quer, tudo perde - Quem com ferro fere com ferro será ferido - Quem cedo madruga fica com sono o dia inteiro - A rapadura é doce, mas não é mole - Quem vê cara não vê que horas são - Como já dizia o velho deitado... há malas que vão para Belém - Quando um não quer o outro vira pro canto e dorme. - Quem ri por último é retardado. - Atirei um limão n'água, de pesado foi ao fundo, e os peixinhos gritaram: vai pra PQP! - Depois da tempestade, vem o terremoto. - Diga-me com quem andas e eu te direi...
janeiro 14, 2004
A visitante parece não acreditar na recepção: além de mulatas, percussionistas foram escalados para causar uma boa impressão nos turistas. O francês Andres Souvestre, 75, não precisou passar pela identificação da Polícia Federal, mas também caiu no samba. A medida vale apenas para os norte-americanos.
"Deixe-os gastarem suas notas verdes em nossas praias, em nossos hotéis, em nossos restaurantes e lojas. Deixe-os caminharem por aí, a fim de queimarem suas peles e no tom rosado, acharem que estão bronzeados. Vamos parar de querer responder os EUA como um país mau, com gigantescos laços burocráticos. Mau é o governo deles e todos aqueles que pensam como o cérebro de chiclete do Bush. Vamos invés de metafóricamente vingar-nos diante de nossas próprias mazelas, tomar providências diplomáticas para que nossa imagem de colonizados rebeldes não se torne cada vez mais forte, ao deixarmos que a Esse menino escreve bem que só vendo! Orgulho da mãe :))
Eu e o Mirandinha estamos juntos aqui Obrigada a todos pelas visitas e comentários. Assim que puder visitarei os novos amigos. Beijos!
janeiro 9, 2004
Anemia: contendo muito ferro, bananas estimulam a produção de hemoglobulina no sangue e ajudam nos casos de anemia. Pressão arterial: contém elevadíssimo teor de potássio, mas reduzido em sódio, tornando-a perfeita para combater a pressão alta. Tanto que a FDA (agência responsável pelo controle de alimentos e remédios) dos EUA autorizaram a indústria de banana a oficialmente informar sua habilidade de reduzir o risco de pressão alta e infarto. Capacidade mental: 200 estudantes de uma escola em Twickenham (Middlesex) tiveram ajuda da banana (no café da manhã, lanche e almoço), para elevar sua capacidade mental. Pesquisa mostra que frutas com elevado teor de potássio ajudam alunos a aprender e manter-se mais alerta. Constipação intestinal: com elevado teor de fibra, incluir bananas na dieta pode ajudar a normalizar as funções intestinais, superando o problema, sem recorrer a laxantes. Depressão: de acordo com recente pesquisa realizada pela MIND, entre pessoas que sofrem de depressão, muitas se sentiram melhor após uma dieta rica em bananas. Isto porque a banana contém "trypotophan" , um tipo de proteína que o organismo converte em seratonina, reconhecida por relaxar, melhorar o humor e, de modo geral, aumentar a sensação de bem estar. Ressaca: uma das formas mais rápidas de curar uma ressaca é fazer uma vitamina de banana com leite e mel. A banana acalma o estômago e, com a ajuda do mel, eleva o baixo nível de açúcar, enquanto o leite suaviza e reidrata o sistema. Azia: elas têm efeito antiácido natural. Se você sofre de azia, experimente comer uma banana para aliviar-se. Enjôo matinal: comer uma banana entre as refeições ajuda a manter o nível de açúcar no sangue elevado e evita as náuseas. Picada de mosquito: antes de usar remédios, experimente esfregar a parte interna na casaca da banana na região afetada. Muitas pessoas têm resultados excelentes em reduzir o inchaço e a irritação. Nervos: elas contém elevado teor de vitamina B, que ajuda a acalmar o sistema nervoso. Excesso de peso e Pressão no trabalho: estudos do Instituto de Psicologia, na Áustria, mostram que a pressão no trabalho leva à excessiva ingestão de comidas, como chocolate e biscoitos. Examinando 5 mil pacientes em hospitais, pesquisadores concluíram que os mais obesos eram os que tinham trabalhos com maior pressão. O relatório concluiu que, para evitar a ansiedade por comida, precisa-se controlar os níveis de açúcar no sangue. TPM: esqueça as pílulas e coma banana. Ela contém vitamina B6, que regula os níveis de glicose no sangue, que afetam o humor. Úlcera: usada na dieta diária contra desordens intestinais, é a única fruta crua que pode ser comida sem desgaste em casos de úlcera crônica. Também neutraliza a acidez e reduz a irritação, protegendo as paredes do estômago. Controle de temperatura: muitas culturas vêem a banana como fruta 'refrescante', que pode reduzir tanto a temperatura física quanto a emocional de mulheres grávidas. Na Tailândia, por exemplo, as grávidas comem bananas para os bebês nascerem em temperatura baixa. Desordens Afetivas Ocasionais: a banana auxilia os que sofrem de DAO, porque contêm um incrementador natural do humor, o "trypotophan". Fumo: elas podem ajudar pessoas que estão largando o cigarro, porque seus elevados níveis de vitaminas C, A1, B6 e B12, além de Potássio e Magnésio, ajudam o corpo a se recuperar dos efeitos da retirada da nicotina. Estresse: Potássio é um mineral vital, que ajuda a normalizar os batimentos cardíacos, levando oxigênio ao cérebro e regula o equilíbrio de água no nosso corpo. Quando estressados, nossa taxa metabólica se eleva, reduzindo os níveis de Potássio, que podem ser reequilibrados com a ajuda da banana. Enfarto: de acordo com pesquisa publicado no Jornal de Medicina de New England, comer bananas regularmente pode reduzir o risco de morte por enfarto em até 40%! Verrugas: os naturalistas juram que se quiser eliminar verrugas, basta colocar a parte interna da casca de banana sobre elas e prendê-la com esparadrapo ou fita cirúrgica. Como vêem, a banana é um remédio natural contra muitos problemas. Comparada à maçã, tem 4 vezes mais proteína, 2 vezes mais Carboidratos, 3 vezes mais Fósforo, 5 vezes mais vitamina A e Ferro e 2 vezes outras vitaminas e minerais. Também é rica em Potássio e, como um todo, é um dos alimentos mais valiosos. Então talvez seja hora de mudar o ditado de "uma maçã por dia dispensa o médico" para "uma banana ao dia dispensa o médico". - Hehe, vai uma bananinha aí?
janeiro 6, 2004
De Blogs e Etc Lendo o blog Palavras Tortas, da minha amiga Li Stoducto, descobri um artigo muito interessante de Hernani Dimantas, publicado na Nova-e. Imediatamente pensei em reproduzi-lo aqui. Continuando as minhas navegações, eis que encontro outro texto falando de blogs, de forma mais interessante e sensível, com todo respeito ao Hernani. Então fica assim, eu reproduzo um trechinho do texto publicado pela Nova-e, com o link para que todos leiam o artigo completo do Hernani. Depois vem o texto do nosso querido Matusca, que eu descaradamente roubei, copiei e colei.
(...)"Repito, blogueiros e blogueiras, blog é TAZ. Um bate papo no boteco é uma TAZ. Não podemos confundir as coisas. Blog é uma forma de expressão que cada um faz do jeito que quiser, no momento que quiser, no tempo que quiser. "Não é dele que eu tiro o meu sustento. Nunca vou tirar. É um passatempo. Uma diversão, sem maiores pretensões. Não disputo patrocinador com ninguém. Não necessito de financiamento público ou privado para nada. E muito menos recursos de qualquer lei de incentivo ao que quer que seja. No blog, eu não vendo, não compro, não recebo, e nem pago nada. Como qualquer pessoa normal, ao longo da vida, tive fases. Poeta, fotógrafo, compositor, escritor, desenhista, crítico, jornalista, etc. Um amador, curioso de muitas coisas. O blog permite tirar tudo isso da gaveta. Os velhos álbuns, os cadernos velhos e os guardados da velha cabeça. O que eu não sabia é que isso incomoda tanta gente importante. Além da idade - normalmente mais de cinqüenta anos - tentei descobrir o que mais eles têm em comum. Tenho algumas suspeitas: É óbvio que de um bonde errado eles ainda não desceram: O de achar que blogs são diários de adolescentes. Ou como jornais e revistas, possuem pautas e uma linha editorial presumida. Sou capaz de apostar que têm mais em comum mesmo é a dificuldade para usar um computador. Imagino que alguns até possuam alguma habilidade no uso de um editor de texto. O que presumo incontornável é a dificuldade para salvar um arquivo no lugar certo. Encontrá-lo depois, nem pensar. O que esperar de gente que é capaz de barbaridades do tipo: "Se quiser enviar sua opinião, entre no nosso site: fulano@.com". Nos blogs já li boas e más notícias em primeira mão. Já dei boas gargalhadas. Já descobri, com o coração apertado, mãe falando da morte do filho e filha falando da morte do pai. Já até perdi um amigo, que só é virtual agora, infelizmente. Principalmente, conheci ótimas pessoas e aprendi muito de muita coisa. Todos sabem que existem blogs que não recebem nenhum comentário há meses. E mesmo assim estão lá, firmes. Também é claro que os blogs podem e devem ser criticados. É aquela velha história: Ninguém precisa ser diretor de cinema para criticar um filme. Basta assistir com a mente livre de preconceitos. Para criticar os blogs, o mínimo necessário é saber navegar na rede. Ou pelo menos conhecer a diferença entre um endereço de e-mail e de um site. Iam descobrir que até existem blogueiros que também desancam outros blogueiros. Aqui, um pouco mais de atenção: Estes pensam que um dia, serão amadores sindicalizados. Critiquem este texto com um pouco do muito carinho que recebo dos meus amigos blogueiros. Eles sabem que eu não escrevo muito bem. Saravá, Matusca!
janeiro 3, 2004
Eros Volúsia morreu no primeiro dia de 2004
O enorme quadro na sala de visitas enchia-me os olhos. A bela mulher retratada em véu de sensualidade e beleza ficava na parede oposta à porta de entrada, verdadeiro êxtase para quem chegava à antiga casa. As paredes, de pé direito muito alto, eram todas cobertas com belos quadros. Houve uma pintora na família e após sua morte grande parte de sua obra foi para esta casa. Lembro-me bem quando o quadro chegou, era aguardado por toda a família. Todos comentavam: "como é linda a Eros!" Durante anos eu via e ouvia as pessoas falando de Eros, que eu pensava ser apenas o nome do quadro, já que aquela mulher de formas esculturais provocava desejos com toda aquela sensualidade ali representada. Muito tempo depois descobri que a mulher era Eros Volúsia, bailarina que inovou nos anos 30 e 40, unindo o balé clássico aos ritmos populares. Mais ainda, Eros era filha da não menos famosa Gilka Machado, eleita "a maior poetisa do Brasil", em 1933, por concurso da revista O Malho, do Rio de Janeiro. Depois de tantas descobertas e inúmeras buscas no Google tive a grata supresa de saber que ela estava viva. Custei a acreditar, mas lá estava a notícia da inauguração do Centro de Documentação e Pesquisa da UnB, que leva seu nome, com a presença da própria. Tanto fiz e tanto desejei que consegui contato com a família. E foi em agosto de 2002, no dia do meu aniversário, que fui ao Rio conhecer Eros Volúsia, num encontro carregado de muita emoção, registrado por algumas fotos e um precioso autógrafo no livro de sua autoria "Eu e a Dança". . Seu falecimento foi noticiado no dia 2 de janeiro, na coluna Obituário, tanto no Globo como no JB. Li com imensa tristeza, principalmente por ela não ter sido reconhecida como merecia. Sei apenas que o pesquisador Roberto Pereira, Professor de História da Dança e critico de dança do JB, estava preparando sua biografia. Já fiz contato com ele e estou aguardando resposta.
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O GLOBO - Ousadia sempre foi uma palavra associada à carreira de Eros Volúsia. Neta de uma atriz de teatro e filha da poetisa Gilka Machado, cresceu vendo na sala de visitas de sua casa gente como Arthur Azevedo, Coelho Neto, Olavo Bilac, Carlos Gomes e Chiquinha Gonzaga. Aos 8 anos, estreou como bailarina no Teatro Municipal, pronta para provocar polêmicas: dançou descalça! Aluna de Maria Olenewa, um mito da dança no Brasil, e chamada de Isadora Duncan brasileira, Eros era tida como uma das inventoras da dança brasileira, tendo aliado ritmos populares às técnicas da dança clássica. Usava técnica acadêmica para coreografar sambas, maxixes e maracatus. Numa de suas coreografias ("Macumba") criou um movimento de cabeça até hoje imitado por grupos de dança folclórica. Fez tanto sucesso e era tão bonita que atraiu a atenção da revista americana "Life", tendo sido capa da edição de 22 de setembro de 1941. A reportagem rendeu-lhe um convite da Metro Goldwyn Meyer, aceito por ela, para participar de uma comédia da dupla Abbot e Costello, "Rio Rita", de 1942. Professora do Serviço Nacional de Teatro, criou um curso de coreografia, que se tornou o primeiro curso de dança no Brasil a aceitar bailarinos negros. Solteira, sofreu um derrame cerebral na manhã do dia 31 de dezembro, em sua casa, no Leblon. Foi internada no Hospital Miguel Couto, mas morreu às 10h de ontem, aos 89 anos." (O Globo, 02/01/04)
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JB - Aos 89 anos, morreu quinta-feira, no Hospital Miguel Couto, um dia depois de sofrer um derrame cerebral em sua residência, no Leblon, a bailarina Eros Volúsia Machado, considerada a Isadora Duncan brasileira. - Segui o conselho da minha mãe. Se me casasse, ela dizia, eu viraria uma escrava - confessou a bailarina em uma entrevista que deu quando tinha 87 anos. Depois de admitir que seu coração tinha balançado por alguns dos pretendentes, completou: ''Queriam que eu parasse de dançar. Isso, não, e fiquei com a dança''. Filha dos poetas Rodolfo e Gilka Machado, Eros começou no balé clássico aos quatro anos e teve uma carreira meteórica. Aos 23 anos estreou no Teatro Municipal e pouco depois podia ser considerada a inventora da dança brasileira. O poeta Augusto Lima, depois de vê-la dançar a Morte do cisne, Lenda de um beijo e Agonia da saudade, disse: ''Aquelas pernas inquietas estavam firmando os alicerces do bailado nacional''. Além do clássico, dançava o samba, o frevo, o maracatu e o caboclinho de Pernambuco ou qualquer movimento dos terreiros baianos. E foi capa da revista americana Life, em 1942, quando dançou no filme hollywoodiano Rio Rita, ao lado da dupla Abbot e Costello.
![]() "Eu sou Heros Volúsia Machado só para a parte burocrática da vida. Quando ingressei na carreira artística, resolvi escrever meu nome sem o H, achava mais bonito, por isso só coloco o H oficialmente, sem o H o nome é grego. Como vocês sabem EROS é o Deus Amor na Mitologia Grega. E Heros com H significa em inglês 'Garça Morena'. Volúsia é o nome de uma pequena cidade que existe na Flórida, nos Estados Unidos, e que exporta mel para o mundo. Os franceses costumavam chamar-me com muita graça de 'l'Amour sucrée." (Eu e a Dança - 1983) |