Banana&Etc |
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novembro 25, 2003
Volto já, são só 7 dias
Alguns esclarecimentos:
Atualização (03/12/03): "Helô, corrigindo a correção: a boneca tanto se chama Babushka (vovozinha) quanto Matrioshka (mamãezinha), dependendo da região da Rússia. Valem ambas as denominações. Beijão." Valeu Nelson da Praia!
Alma
Acho que vou aproveitar a sugestão do Blogger Man e comer uma farofinha por aí
...O que me preocupa, na real, é constatar que nunca os serviços do Blogger Brasil estiveram tão instáveis. Em outras palavras: uma fossa repleta de merda fumegante. (Inagaki)
novembro 23, 2003
Botafogo, orgulho do Rio no
Botafogo, orgulho do Rio no Brasileiro Parabéns torcida alvinegra! O Glorioso está de volta à elite do futebol nacional!
Parafraseando Tolstói, todo otimista torce igual, mas cada pessimista sofre à sua maneira. Somos sólidas individualidades. Enquanto todo flamenguista (ou corintiano, ou colorado, etc) é idêntico ao outro, não existem dois botafoguenses iguais. Na dor, uns rezam, outros lamentam, alguns sussurram, vários lançam Barbies, um joga muletas, outros formam metáforas complexas. Eu, por exemplo, fico de costas. Na alegria... Bem, na alegria ficamos mais felizes do que o mais feliz dos homens, pois, sabiamente, aprendemos que alegria verdadeiramente imensa é aquela que se conquista com martírio". (...)
Leia o restante aqui, no mínimo ![]()
novembro 20, 2003
Paris Roubado descaradamente do Spark's
*****
novembro 17, 2003
Victrola
Não se afobe, não Que nada é pra já O amor não tem pressa Ele pode esperar em silêncio Num fundo de armário Na posta-restante Milênios, milênios No ar E quem sabe, então Sábios em vão Não se afobe, não A trilogia começou com a , continuou com "Os Pobres de Paris", que não parava de tocar na Electrola, e agora termina com a bela música de Chico Buarque (no momento ouvida aqui no computador). Achei que Futuros Amantes tem tudo a ver com o post de ontem. Ainda releio os comentários e quanto mais faço isto mais gosto de vocês, que vieram até aqui e entraram na dança. Quando abri o e-mail, assim que cheguei do trabalho, o título de uma das mensagens era esse: Memories are made of this. Era um arquivo em mp3 com Os Pobres de Paris (Les Baxter, Coro e Orquestra). Outro trazia belíssimos versos da Lya Luft, escritora que eu tanto gosto. E assim vamos construindo nossos laços afetivos, alguns virtuais, outros reais. E assim aprendemos a amar cada vez mais as pessoas, que mesmo distantes se importam com a gente. Valeu, Sonja e Tereza. Finalizo com trechos do comentário do Guto Galli, deixado no post anterior: "...Eu, também, sou muito apegado às minhas "relíquias", coisas que fui guardando nesses 31 anos de vida. E já estrapolaram a gaveta. Tenho coisas que são "memórias afetivas", pela casa inteirinha. Talvez esse ser o fato de maior relevância de eu morar sozinho, na casa de meus pais, tudo era "socado" só no meu quarto. Além de coisas que fazem parte da minha história, tenhos coisaas de bisavós, avós, pais, tios, coisas que julgo importante para manter a história de nossa família e que as pessoas (pertencentes a ela), foram se desapegando. Tenho até um anexo (quarto no quintal), que tem algumas coisas. Tem gente que me chama de doido, outros me acham divertido, minha mãe torce o nariz e minha avó me acha meio 'lixeiro'. Eu não ligo, acho que tudo tem sua história, e que com o tempo, nosso cérebro não vai guardar tudo. Se tivermos referências que nos ajudem a lembrar, melhor. E se não existissem os museus? ![]()
novembro 15, 2003
R$300,00
Bill Evans Trio - 8 CD's
Disco 78 rpm, Capitol No carnaval de 1998, fiquei muito chocada com as imagens da queda do Palace II. Mortos, feridos e uma semana depois, em poucos segundos, o que restara daquele edifício veio abaixo. Famílias perderam tudo e o drama ainda maior foi dos que perderam parentes e amigos. É claro que nada substitui a perda de um ente querido ou de um bichinho de estimação, seja lá ele qual for. Mas alguns depoimentos tocaram-me de forma especial, principalmente daquelas pessoas que embora não tivessem perdido parentes choravam a perda de outros bens afetivos. Um casal buscava, desesperadamente, entre os escombros, a fita da ultra-sonografia do primeiro filho. Fotos e filmes de aniversários, casamentos, formaturas, comemorações em família, eram declaradas pelos (ex) moradores do Palace II como perdas mais doloridas. As cenas mexeram com a minha sensibilidade e incomodaram-me por um bom tempo. Ah, mas achei uma coisa de extraordinário valor: o disco com a música "Os Pobres se Paris". Alguém pode me dizer quanto vale? Não, ninguém precisa me responder. É de um valor inestimável a expressão feliz de papai ao lembrar-se que a música tinha o poder de fazer-me dançar sem parar, com menos de dois anos de idade. Este ninguém tasca! O furo central está bem alargado, está todo arranhado, mas ainda toca. Mesmo se não tocasse, este não tem preço!
Anthropomorphic Cabinet - 1936
Nestes guardados, se existem, algo tem que nos tocar, com sutileza e eternidade, como uma tatuagem na alma. E se essas senhas que nos despertam a emoção não existem, é que talvez o coração esteja preenchido apenas por espaços vazios. (A Arrumação - Cláudia Holanda)
Embora atrasada, não posso deixar de registrar o aniversário da minha querida amiga Angela, do blog Descaminhos, no dia 12/11. Ela merecia um post especial no dia do aniversário, mas durante a semana, que "graças a Deus" já passou, a banana aqui esteve mais enrolada do que bobina. Ainda bem que a Angela-querida-do-meu-coração sabe o quanto ela significa pra mim. Outro aniversário que também perdi foi do Guto Galli, presença gentil e sempre carinhosa aqui nos comentários. Meu abraço atrasado pelo dia 11/11, Guto querido. Muita saúde e muita Porpeta! Beijo também pro Arthur. O post de hoje é dedicado a vocês.
novembro 10, 2003
His Master's Voice From: Cacá
From: Cacá To: Helô Sent: Sunday, December 10, 2000 3:00 PM Subject: Vitrola "A vitrola, sucedeu ao fonógrafo ou gramofone. De origem Victrola, por ser fabricada pela RCA Victor, dispunha de recursos elétricos, não sendo mais preciso dar-lhe corda para funcionar. Era, portanto, uma marca registrada que passou a denominar toda uma tecnologia de reprodução de som, assim como gilete ficou sendo o nome genérico das lâminas de barbear. Como os concorrentes não poderiam usar o nome Victrola, criaram o termo Electrola. Mais tarde, com o desenvolvimento da engenharia eletrônica, a eletrola foi desbancada pelos ''sistemas de som'' (toca-discos, ou picapes, acoplados a amplificadores) passando a ser considerada obsoleta e desprezível pelos audiófilos mais requintados, como o que aqui lhe fala. Os discos de cera foram substituídos pelos de vinil, a qualidade de reprodução do som passou a chamar-se ''resposta'' e a ser medida em faixas amplas de freqüência e watts de potência, e os sistemas de alta fidelidade estereofônica (pré, amplificador, equalizador, picape de tração direta, cápsulas de cerâmica e magnéticas, agulhas cônicas ou elípticas, alto-falantes bass-reflex, tweeters, etc.), passaram a ter desenvolvimento tecnológico de produção em laboratório só comparável ao que hoje acontece na indústria automobilística. A parafernália sonora chegava a tal ponto que, uma ocasião, extraí de uma das incontáveis revistas especializadas, o sistema dos meus sonhos, as melhores caixas, os melhores amplificadores, gravadores, picapes, etc. Tudo junto somou cerca de US$ 250.000. ![]() Havia também um ritual no processo de se ouvir música. O audiófilo era como um gourmet auditivo , buscava sempre saborear os finos sons produzidos pelos sistemas mais sofisticados nos ambientes mais adequados. Assim como o gourmet procura alcançar o êxtase através da degustação de iguarias variadas em restaurantes de finos pratos, o audiófilo buscava o nirvana através da reprodução fiel, via eletrônica, dos sons dos instrumentos ao vivo em ambientes acusticamente apropriados.Havia um risco, sim, na audiofilia. Era o de o audiófilo dedicar-se ao som pelo som, esquecendo o mais importante: a música. Essa distorção ocorria com alguma freqüência: pessoas que queriam ouvir ''aquele som'', fosse um apito, fosse o ruído de uma pilha de pratos se esfacelando. Mas é o mesmo risco que corre o gourmet: o de em nome do sabor tornar-se um mero deglutidor. Hoje a prática da audiofilia está morta. Com o advento do transistor e a miniaturização dos componentes eletrônicos permitindo que circuitos enormes fossem inseridos em placas mínimas e baratas, os sistemas de som e seus adeptos foram enterrados. A era digital então deu o coup de grâce na audiofilia. Em qualquer loja de eletrodomésticos ou camelô de esquina pode-se comprar, por preços incrivelmente baixos, equipamentos sonoros capazes de nos estourar os tímpanos e com uma ''resposta de freqüência'' equivalente aos mais caros equipamentos d'antanho. Pescado diretamente dos meus "Arquivos Implacáveis"
novembro 9, 2003
Bananices & Etc
Minha querida Lu, do Solo Mio, criou o Gurizada, um blog muito legal! A intenção é que todos os blogueiros, blogueiras e quem mais chegar, coloquem suas fotos de infância. Negócio é o seguinte, vamos mexer nas gavetas, nos arquivos, debaixo do colchão e pegar uma foto bem legal. Quem não tiver scanner arranja um emprestado. Depois é só seguir as instruções lá no Gurizada e postar. Quem preferir pode mandar a foto pro e-mail da Lu, clicando aqui. A Banana já está lá em duas versões - caipira e bailarina. Agora ninguém mais pode falar que não me conhece por foto :)) ... E a gente canta E a gente dança E a gente não se cansa De ser criança Da gente brincar Da nossa velha infância (Velha Infância - Tribalistas)
Para se ter uma idéia de quem foi ele, quando se vai em busca de informações sobre Ary nos sites de busca, encontramos uma infinidade de sites não brasileiros que o têm na conta de um dos "gigantes da música brasileira" e tido como um dos primeiros grandes nomes da "brazilian music". Uma pena que talvez uma grande parte de uma nova geração de brasileiros desconheça isto... Mas ainda não acabou, a mesma Li, mais uma vez, flagrou a Banana praticando esporte radical. Um perigo essa menina! Vou chamá-la de Li Paparazzo. Tutto buona gente!
novembro 8, 2003
Hoje é dia de cozinhar
À mesa não pode faltar ![]()
novembro 6, 2003
Humpf
When you need someone to cheer you ... ou... como ficar irritada em poucos minutos. Quem liga para uma central de atendimento ao cliente sabe o quanto é irritante ser mal atendido e ficar escutando propaganda da empresa, ou musiquinha, um tempão. Sem contar que, às vezes, sua chamada é transferida para outro operador e ele pergunta tudo de novo a você. Então vamos lá: Ligação para uma central de atendimento ao cliente, da empresa X: tin tin ton ton tin ton tin tin tin chama... chama... chama... chama... ops! Para falar com o serviço de crédito, tecle 1 4 e aguardo... Atendeu ELA! A máquina! Sua ligação é muito importante para nós. No momento todos os nossos atendentes estão ocupados. Aguarde que já lhe atenderemos. Entrou a musiquinha... When somebody loves you Um momento, senhora taller than the tallest tree is - ServiçodeatendimentoaoclienteFabianafalandobomdiaemquepossoatendêlasenhora? - Pois não, senhora BOM DIA?! Pro diabo com o excesso de formalidade, pura decoreba, receita de bolo, falta de criatividade, de calor humano. Té manhã.
novembro 4, 2003
Bonecas Russas
Rachel de Queiroz
Pois a gente também é assim. A princípio eu pensava que, com a passagem das diferentes idades do homem, o maior ia substituindo o menor, quero dizer, o menino ficava no lugar do neném, o adolescente no do menino, o moço no do adolescente, o homem feito no do moço, o de meia-idade no do homem feito, o velho no lugar do de meia-idade e por fim o defunto no lugar de todos. Mas depois descobri que os indivíduos passados não desaparecem, se incorporam, ou, antes, o indivíduo novo incorpora os superados como se os devorasse, e uns vão ficando dentro dos outros, tal como as bonecas russas do começo da história. E, assim, dentro de cada um de nós, a gente procurando sempre encontra os perfis superpostos, encartados um por dentro do outro, sem se misturarem. É só saber como esgaravatar e você descobrirá fácil no sentencioso senhor de cinqüenta anos o inseguro pai de família principiante que ele foi aos trinta anos ou o belo atleta descuidado que foi aos dezoito. Ali está cada um, aparentemente esquecido mas incólume. E estanques todos. Porque um não penetra no outro e aparentemente um não tem o mínimo em comum com o outro; nem sequer um influi no outro - as mais das vezes são antípodas e adversários. Faça uma experiência: pegue um livro, uma foto, reveja um filme, encontre alguém, qualquer desses serve, contanto se refira especificamente a determinado tempo da sua vida. E então magicamente se suscita aquele instante perdido do passado, com uma força de momento atual. Espantado, você se indaga: então esse fui eu, era eu? Que tem em comum com o você de hoje, aquele estranho que subitamente acordou ao apelo do seu nome, debaixo da sua pele? Terá em comum só mesmo o nome e a pele, porque o resto, no corpo e na alma, tudo é outro. Deformado ou gasto, mas sempre diferente. Você é outro, outro. E quase não acredita ter sido você também aquele rapaz desvairado, ou sonso, ou bobo e terrivelmente inexperiente que de súbito emergiu de dentro dos seus ossos e das suas velhas lembranças. Em sua avó venerável você também pode descobrir a rapariga inconseqüente que ela foi um dia, e no seu severo confessor de hoje o seminarista em crise religiosa de trinta anos atrás. É só saber procurar. A gente diz disso: "águas passadas." Mas talvez seja melhor dizer águas represadas, águas recalcadas. Porque basta bater na pedra, a fonte emerge, o que não aconteceria se as águas fossem passadas realmente. Recebi pelo e-mail, da minha querida amiga Sonja.
novembro 3, 2003
novembro 2, 2003
Quem não se comunica, se
Quem não se comunica, se trumbica!
Alô, Alô, dona Raimunda, como vaaaaaaai, vai bem? Terezinha, uuuuuhhh! Eu vim para confundir e não para explicar Você sabia? - Vocês querem bacalhaaaau? Quereeeeeemos!
Nããããããããão!
Eis aqui minha caligrafia Que venham os grafólogos! Observem as torções Digam até a minha idade Nada tenho a esconder
novembro 1, 2003
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