Banana&Etc |
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agosto 30, 2003
O Diálogo Eterno
Por Paulo Mendes Campos A composição respeita a integridade dos versos de dois poetas, sendo utilizada a Obra Poética, de Cecília Meireles e o Itinerário Poético, de Emílio Moura. As afinidades do lirismo de ambos emprestam ao diálogo unidade e espontaneidade. The Circle of Lovers - Auguste Rodin
agosto 27, 2003
Domingo
Gilka Machado
Insone Noite feia. Estou só. Do meu leito no abrigo Da janela transponho o entreaberto postigo A insônia me alucina; ando num passo incerto: E este aroma que é teu, aspirando, suponho
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Se você perdeu o primeiro, vem aí o segundo, no próximo . "Essa placa tem muito valor... virtual!"
agosto 24, 2003
Olhai os Livros na Estante
... Olhai os livros nos sebos, contai os livros nos dedos, amai os livros inteiros, amontoai os livros no quarto, na sala, no vosso banheiro! Olhai os livros e vede: não falam nem ouvem, e no entanto fazem o leitor mais eloqüente e mais atento ao mundo que o cerca. (E ao mundo que abriga em seu peito.) Olhai os livros e vede: não cantam, não voam, e no entanto fazem o leitor espantar os males, sobrevoar terras e mares. Olhai os livros e escolhei os que intensificam a vossa personalidade. Olhai os livros e comprai os que podem trazer poesia para a prosa do vosso dia-a-dia. Olhai os livros na estante, esse artigo de primeiríssima necessidade! Por: Gabriel Perissé
25/08/03 A foto mostra a divisão da estante que tem maior altura, por isto é usada, principalmente, para os livros de arte. Miró fica à esquerda de Renoir, os dois trocam tintas e pincéis. Baryshnikov dança o Quebra-Nozes enquanto Yehudi Menuhin fala sobre A Música do Homem. Alberto Santos Dumont, nosso injustiçado inventor, troca artigos e idéias na Revista Athena, dirigida por Fernando Pessoa. Drummond recita versos, Jobim mostra seus tons, enquanto Roberto Pontual nos presenteia com belíssima coletânea de artistas, em Arte Brasil Hoje - 50 anos depois. O cão, cerâmica popular do Vale do Jequitinhonha, guarda talvez o lado mais valioso: Poesia e Prosa de Manuel Bandeira e Obra Poética de Cecília Meireles, ambos em papel bíblia. Acima estão alguns LP's de Jazz e Clássicos. Bill Evans toca suave para Lady Day ouvir e cantar, enquanto Debussy nos faz flutuar com a sutileza de jogos harmônicos. Em cima, Pablo Picasso se encanta com as Poesias Completas da bela Gilka Machado. E tudo termina em arrebatadoras imagens machadianas, do Rio de Assis.
agosto 22, 2003
Vem aí o Primeiro Flash Blog!
Participe!!! Vamos lá no an.temp.im! Veja como ficou legal o banner da Flavinha, do Blog das Cores.
"Tão sentindo um cheiro esquisito? É que aconteceu uma eleição agorinha no meu cérebro. As regras do 1º Flash Blog são: - Escolhemos o Flash Blog da semana; Como diria o Brancaleone: EM MIM NÃO! Persistindo na via democrática, foi escolhido o dia e o endereço do 1º Flash Blog: Sinto muito Angela, dançou!"
agosto 21, 2003
O Pequeno Jornaleiro (continuação do Pouca Roupa)
Em fevereiro de 2002, num belo dia de verão, abro o Dailly Míllor e levo um baita susto. Millôr escreveu: "Leio no Boechat que desapareceu a estátua do Pequeno Jornaleiro. Ficava ali, num triângulo junto da Miguel Couto e Ouvidor, a boca aberta gritando sua eterna manchete. Ali, à sombra do glorioso Bar Simpatia, de tantos anos e Rios, de tantas happy hours, quando ninguém sabia que papo furado na hora da maré mansa e do chope gelado (no caso refrescos maravilhosos) ia se chamar assim. De vez em quando Machado de Assis ainda passava de cartola tentando conquistar os boêmios da tarde com seu slogan para a fundação da Academia Brasileira de Letras: "Black is Talentfull". Pra quem não sabe, o Pequeno Jornaleiro era o vendedor de jornais que andava no meio do tráfego (uma dúzia de bondes, três carroças e 28 automóveis), anunciando a última edição dos jornais. O Diário da Noite, do Chatô, um jornal impresso em papel verde, onde iniciei minha gloriosa (desde então declinante) carreira jornalística, às vezes tinha 7 edições, cada uma delas publicando apenas o último roubo - em geral de galinhas - o último crime passional, do mata-mosquitos esfaqueando a amásia (havia mata-mosquitos, facas e "amásias") ou simplesmente a chegada ao Rio de um político vindo de São Paulo, depois de três dias de viagem. Como vêem, já tínhamos a notícia em tempo real. Quando mais muda mais fica a mesma coisa. ![]() Naquela época eu fazia uma especialização no centro do Rio, aos sábados. Sabia que a estátua havia sido transferida para a Sete de Setembro, entre a Rio Branco e a Gonçalves Dias, mas não via a hora de chegar a próxima aula para verificar o fato. Lembro-me ainda que, para aumentar a minha ansiedade, não haveria aula na semana seguinte. Finalmente chegou o dia e eu pude, aliviada, constatar que aquele pequeno menino estava lá, tão belo quanto o seu bronze. Por alguns minutos parei e o contemplei. Pude sentir o que Millôr descreveu, pude ouvir os gritos daquele moleque corisco e serelepe. Fui invadida por uma energia mágica, por uma saudade de um passado que nunca vivi, mas que muito me foi contado. Pensei na tia pintora, que eu não conheci, amiga de Fritz. Mulher que quebrou muitos tabus e preconceitos, quando saiu do interior de Minas Gerais, em 1930, para estudar Belas Artes, no Rio de Janeiro. Por alguns instantes pude viver o glamour do Rio antigo, que conheci em álbuns empoeirados pelo tempo, repletos de recortes de jornais, revistas e fotografias. Estava ali imóvel e atônita, quando fui interrompida por um pequeno pedinte. Talvez tivesse a idade do Pequeno Jornaleiro, porém sem o mesmo brilho e vivacidade. Os olhos eram tristes e a voz quase não se ouvia. Dei-lhe um dinheiro, entrei num bar e pedi um fósforo. Peguei um caderno, com a fuligem do fósforo desenhei um coração e escrevi: passado. ****** Enquanto escrevia, pensava em Iosif, que diz coisas pungentes sobre o Rio. ****** Pouca Roupa
Tenho duas atividades culturais agora à noite, no mesmo horário, o que me obriga a fazer uma difícil escolha. Amanhã eu conto o resto da história do Fritz, mas antes gostaria de dedicar o post a uma turma de barbudos que conheci num buteco, no fim de semana. Peço desculpas pela falta do link, que depois colocarei. A vocês: Edmundo, João Antônio, Nei Lima, Key e Panis.
agosto 19, 2003
As Meninas do Futebol Botafogo
Fundado em 12 de agosto de 1904
Disputou todos os campeonatos cariocas de futebol.
Não é, Tici? A Gilda descobre cada coisa...
agosto 17, 2003
Cacá
Amanhã é segunda e começa tudo outra vez: acordar cedo, tomar remedinho pro estômago, fazer tudo correndo, ser gentil e delicada no trabalho, engolir alguns sapos, começar nova dieta que irá terminar na quarta, chegar em casa cansada e dizer "eu não agüento mais!". Mas reclamar faz parte da vida, senão tudo ficaria muito chato e os dias de lazer não teriam o mesmo valor. Tive um fim de semana maravilhoso, rico em palavras carinhosas e natureza exuberante. Não poderia deixar de passar aqui e agradecer a todos que contribuíram para que meu aniversário fosse uma festa verdadeira. Obrigada Abaquar, Angela (Outra), Angela Scott, Bia Badaud, , Carminha, Celia, Cláudia, Cris, Edson K (B2), Fal, Giniki, Helô (Maffalda), Inagaki, Lana, Marelena, Matusca, Meg, Ronald, Sonja, Tereza, Tici e Tomzé. update Áurea Gouvêa, c.a.t., Fernando Cals, Funny, Herói, Lilia, Neu, Ronize Aline e Tati update II Caipira do Vidrinho, Gilda, Li Stoducto, Lu, Marco, Nelson da Praia, Palpiteira e Suely
Gente! O HERÓI também é do dia "xiii! Helo, o heroi é dia 15! Na sexta! Xiii! Muda, muda! =D" Esse menino me dá um trabalho... Hahahahaha!
agosto 15, 2003
A Idade de Ser Feliz
Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer. Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor. Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa. Mario Quintana *:*:*:*:*:* Parabéns aos aniversariantes do dia 16 de agosto!
agosto 14, 2003
Roubei daqui!
Banana menina, tem vitamina É verdade, mas Banana não dá DVD. Valeu, Suely
agosto 13, 2003
agosto 12, 2003
Só pra fazer inveja.
Só pra fazer inveja. Tô chegando de uma festa, em plena segunda-feira. O termômetro marcava 10º, pois o aniversário foi num bairro alto da cidade, perto do aeroporto. Engraçado, o aeroporto daqui é tão alto que tenho a impressão que o avião desce, quando decola. Preciso dormir e não sei como, depois da farra gastronômica e de umas boas caipirinhas. Dizem que estava frio. Será? Amanhã conto o resto. Boa noite, bom dia, sei lá... ***** Continuando... Ontem foi aniversário de 40 anos de um amigo, dono do Maria Maria, restaurante onde se come uma das melhores comidas mineiras aqui. Festa animada, muita gente amiga, excelente música ao vivo, bebida e comida da melhor qualidade. O repertório? Chico Buarque entre um feijão amigo e um torresminho, João Bosco com mandioca frita e linguiça. Enquanto ouvia as músicas do Tom, canjiquinha com costelinha. Ai, meu Deus! Tudo quentinho, saboroso, acompanhado por excelente caipirinha, já que ninguém é de ferro e o frio estava bravo. Melhor de tudo: em plena segunda-feira!!! Saí de lá feliz feito pinto no lixo.
agosto 9, 2003
Sentimentos de um pai "...Lembrei-me
"...Lembrei-me dos meus sentimentos antigos de pai, diante dos meus filhos adormecidos. Veio-me à mente a imagem de um "ninho". Bachelard, o pensador mais sensível que conheço, amava os ninhos e escreveu sobre eles. Imaginou que, "para o pássaro, o ninho é indiscutivelmente uma cálida e doce morada. É uma casa de vida: continua a envolver o pássaro que sai do ovo. Para este, o ninho é uma penugem externa antes que a pele nua encontre sua penugem corporal." Era isso que eu queria ser. Eu queria ser ninho para os meus filhos pequenos. Queria que meu corpo fosse um ninho-penugem que os protegesse, um ninho que balança mansamente no galho de uma árvore ao ritmo de uma canção de ninar...
É impossível calcular a importância desses momentos efêmeros na vida de uma criança. É impossível calcular a importância desses momentos efêmeros na vida de um pai. O efêmero e o eterno abraçados num único momento! "Conter o infinito na palma da sua mão e a eternidade em uma hora": o pai que tem o seu filho adormecido nos seus braços é um poeta! Essas palavras do poeta William Blake bem que poderiam ser suas. Um homem que guarda memórias de ninho na sua alma tem de ser um homem bom. Uma criança que guarda memórias de um ninho em sua alma tem de ser calma!
Esse é o destino dos pais: a solidão. Não é solidão de abandono. E nem a solidão de ficar sozinho. É a solidão de ninho que não é mais ninho. E está certo. Os ninhos deixam de ser ninhos porque outros ninhos vão ser construídos. Os filhos partem para construir seus próprios ninhos e é a esses ninhos que eles deverão retornar. Assim é na natureza. Assim é com os bichos. Deveria ser conosco também. Mas não é. Quem é pai tem o coração fora de lugar, coração que caminha, para sempre, por caminhos fora do seu próprio corpo. Caminha, clandestino, no corpo do filho. Dito pela Adélia: "Pior inferno é ver um filho sofrer sem poder ficar no lugar dele". Dito pelo Vinícius, escrevendo ao filho: "Eu, muitas noites, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas feitas para a tua..." Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção do ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora. Sei que é inevitável que eles voem em todas as direções como andorinhas adoidadas. Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos e eu fique como o ninho abandonado no alto da palmeira... Mas, o que eu queria, mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo... Rubem Alves, 68, professor emérito da UNICAMP, medalha Carlos Gomes de contribuição à cultura, psicanalista, escritor, articulista da Folha de S. Paulo e do Correio Popular de Campinas, autor de mais de 30 livros para adultos e mais de 30 para crianças. Ao meu pai, muitas vezes ninho e abrigo, até hoje.
agosto 7, 2003
Tô morta!
08.08.03 Tô morta II
Palavras de Lula, durante o velório do jornalista Roberto Marinho: Como dizia o nosso amigo Carlito Maia, tem gente que vem ao mundo a Desconfio que eu faço parte da turma que veio a serviço.
agosto 5, 2003
Navegando, navegando...
Ritmo lento devido ao exaustivo dia. Mexo nos CD's e descubro que eu não sabia que tinha o Crooner, do Milton Nascimento. Ah, quantos shows de Milton eu assisti, a maioria aqui, nesta maravilhosa casa que hoje está completamente restaurada e bela. Aí começa a tocar Não sei Dançar. Que música linda! Eu tenho mania de associar músicas a imagens, e vice-versa. Foi então que me lembrei de uma imagem de Dali que vi, dias atrás, na minha querida amiga Tati. Não ia atualizar o blog hoje, mas não resisti. Querem saber mais? A Tati foi um dos meus primeiros contatos blogueiros, quando eu ainda era tímida em comentar. Eu mandava e-mail e ela, pacientemente, pedia a minha autorização pra colocar o texto no post ou nos comentários. A Tati é assim, uma das pessoas mais legais nesse mundo blog e, ao contrário da música, ela sabe dançar muito bem. Domingo fiquei sabendo que ela está no elenco de apoio da ópera Tristão e Isolda, que estréia no próximo dia 16, no Theatro Municipal.
(Alvin L.) Às vezes eu quero chorar
update Depois de ler o comentário do Antônio, achei que o Cine Theatro Central merecia mais que o link. Existem vários artistas que têm uma admiração enorme pelo Central, entre eles o próprio Milton, que sempre está por aqui. Por ele já passaram Vinícius, Toquinho, Clara Nunes, Tom Jobim, Caetano, Toninho Horta, Elis, Adriana Calcanhoto e até Stanley Jordan. Sem contar as inúmeras peças, concertos e balés, nacionais ou internacionais. A Li Stoducto também tem história do Central pra contar, quando sua música Fênix foi vencedora em um de seus famosos festivais. Este é o Central, "um teatro que está na emoção de todos nós" (Milton).
agosto 3, 2003
Este post é dedicado à turma do
Enio Martins e à Sonja, beatlemaníaca e grande amiga que mora em Londres. Enio
John Lennon lança um LP em que assume, musicalmente, a dissolução dos Beatles, Paul McCartney resolve enfrentar o problema na justiça. A dissolução dos Beatles - caso alguma dúvida ainda pairasse - começa o seu desfile final. Uma hegemonia que durou oito anos, e que para alguns críticos representa, melhor do que qualquer outro conjunto, o som da última década.
Hoje faz 20 anos que o sargento Pimenta ensinou a banda a tocar. Assim começa a música Sgt. Pepper's Lonely Heart's Club Band, que deu nome ao mais famoso disco do maior fenômeno do show-business de todos os tempos - os Beatles. Quatro rapazes, nem tão rebeldes como pareciam, e que ajudaram a consolidar o rock como linguagem internacional da juventude. Fizeram mais: consolidaram a própria juventude, que invadiu estradas, televisões em busca de um sonho, promovendo uma revolução moral e estética que ainda está longe de perder o impulso, apesar dos tempos bicudos da Aids. (Tárik de Souza)
Durante muitos anos, uma geração brasileira de beatlemaníacos sonhou com a possibilidade de assistir a uma apresentação de seus ídolos no Brasil. Isso nunca chegou a acontecer e não é mais possível que ocorra. Não só porque os Beatles se desfizeram como porque depois John Lennon foi assassinado. Mas parte desse sonho pode ser realizado amanhã e no sábado, quando Paul Mc Cartney estará se apresentando no estádio do Maracanã.
Let's Have a Dream
O livro de John é genial. Conhecia alguns de seus desenhos, como o da capa, mas não sabia do livro. Peguei emprestado com meu irmão, na minha última viagem a São Paulo. Difícil escolher um para colocar aqui. Decido pela simplicidade do traço de Two is One.
Pensando bem... tem blogueiro tatuado com desenho de John.
Outras relíquias não entraram na foto, como as revistas Os Reis do Iê Iê Iê, um espelhinho, recortes e pôsteres. Carry that weight acaba de tocar. A próxima é The End. ...
agosto 2, 2003
O que será (À flor
O que será que me dá O que será que será O que será que me dá Chico Buarque/1976
A força da canção dispensa interpretações, tal o poder de persuasão das palavras e do ritmo dos versos, que conseguem transmitir ao receptor a mesma inquietação que está latente no texto. |