Banana&Etc |
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junho 29, 2003
Serviço de utilidade pública
Se quiser saber mais é só ir descendo até encontrar a notícia do dia 17/06/03 - Banana: preferência nacional
Lave as bananas verdes não climatizadas com casca, uma a uma, utilizando esponja com água e sabão e enxágue bem. Numa panela de pressão com água fervente (para criar um choque térmico) cozinhe as bananas verdes com casca, cobertas com água, por 20 minutos. Desligue o fogo após os primeiros 8 minutos e deixe que a pressão continue cozinhando as bananas. Espere o vapor escapar naturalmente. Não force o processo abrindo a panela debaixo da água da torneira, por exemplo. Ao término do cozimento, mantenha as bananas na água quente da panela. Vá aos poucos tirando as cascas da polpa, que deve ser passada imediatamente no processador. É importante que a polpa esteja bem quente para não esfarinhar. Processe até obter uma pasta bem espessa. O produto que sai do processador é a biomassa bruta da polpa. Se não for utilizar imediatamente, guarde a polpa em um saco plástico hermeticamente fechado na geladeira, onde se conservará por no máximo 8 dias. Pode ser guardada por 3 a 4 meses no congelador, mas necessitará de um reprocessamento para ser utilizada. (Fonte: Gazeta Mercantil, 13/06/03 - Livro: Yes, Nós Temos Banana - Heloisa de Freitas Valle e Márcia Camargos - Ed. Senac)
Então CLIQUE AQUI. Você encontrará delícias de dar água na boca. Mas se a sua dieta for pro brejo, por favor, registre as queixas lá mesmo, com a dona das receitas.
Héloïse e Abélard Tua voz,
(De Héloïse para Abélard - século XII) Música de fundo: O soave fanciulla - Puccini/La Bohème
junho 28, 2003
Eis aqui minha caligrafia
Eis aqui minha caligrafia Que venham os grafólogos! Observem as torções Digam até a minha idade Nada tenho a esconder
Eu Hein e Kibe Loco
Eu Hein e Kibe Loco que se cuidem! Estou aprendendo.
A partir de foto original publicada no Globo On Line - 27/06/03
junho 26, 2003
Se podes olhar, vê. Se
Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara
Os cães sempre tiveram papel importante na vida e na obra do escritor José Saramago. Em Ensaio Sobre a Cegueira, o "Cão das Lágrimas" está sempre a enxugar as lágrimas de sofrimento da "Mulher do Médico". Em Lanzarote, na casa onde mora com a mulher Pilar, Saramago cuida com carinho dos cães Pepe, Camões e Greta. Mas é "Achado" o meu preferido.
Ao chegar à casa do romancista, encontrei o portão apenas encostado e não tive o menor receio de forçá-lo com uma liberdade que só um leitor poderia ter. Apenas um de seus cachorros, justamente o que atende por Camões, acolhido por Saramago no dia em que recebeu o prêmio de mesmo nome, veio me recepcionar, não com latidos, pois os cães da casa não têm a detestável função defensora, mas com um abanar de rabos que era o mesmo que estar dizendo "entre, o Zé estava mesmo aguardando a sua chegada". Antes de seguir ao encontro do autor, fiz algum carinho ao pêlo do Camões, que me agradeceu com uma lambida áspera. Achado, o mais humano dos cães (em, A Caverna) Achado não teve ainda tempo de adquirir opiniões formadas, claras e definitivas sobre a necessidade e o significado das lágrimas no ser humano, no entanto, considerando que esses humores líquidos persistem em manifestar-se no estranho caldo de sentimento, razão e crueldade de que o dito ser humano é feito, pensou que talvez não fosse desacerto grave chegar-se à chorosa dona e pousar-lhe docemente a cabeça nos joelhos. Um cão mais idoso, e por essa razão, supondo que a idade está obrigada a suportar culpas duplicadas, mais cínico do que o cinismo que não pode evitar ter, comentaria com sarcasmo o afectuoso gesto, mas isso deveria ser porque o vazio da velhice o teria feito esquecer-se de que, em assuntos do coração e do sentir, sempre o demasiado foi melhor que o diminuído.
Senior Alphabet
Na minha caixa postal A for arthritis B for bad back C is for chest pains. Perhaps cardiac? E is for eyesight--can't read that top line G is for gas (which I'd rather not mention H high blood pressure (I'd rather have low) I for incision with scars you can show J is for joints, that now fail to flex L for libido--what happened to sex? Wait! I forgot about K! K is for my knees that crack when they're bent N for neurosis, pinched nerves and stiff neck O is for osteo- and all bones that crack P for prescriptions, I have quite a few Give me another pill; I'll be good as new! Q is for queasiness. Fatal or flu? R is for reflux--one meal turns into two S is for sleepless nights, counting my fears T for tinnitus--I hear bells in my ears U is for urinary: difficulties with flow V is for vertigo, that's "dizzy", you know W is worry, now what's going 'round? X is for X ray--and what might be found Z is for zest that I still have my mind Have survived all the symptoms my body's deployed,
***** Un conocido lord inglés reunía a sus amistades a tomar el té a la hora señalada todos los martes de cada semana en su palacio de Bloodshire. En cierto momento aparece el mayordomo y dice a los presentes, con típico "british accent": - Señores, milord les pide disculpas por la demora y les anuncia que después de mucho tiempo, se ha reencontrado con su vieja y querida amiga Lulú, de París. Que si puede, dentro de una hora estará con ustedes, y si no puede, dentro de cinco minutos. Muchas gracias.
junho 24, 2003
Custódio Nome: José Custódio Rosa
Data de Fabricação: outubro de 1967, em São Paulo Modelo: compacto, pequena capacidade de memória e baixa velocidade de processamento, mas consome pouca energia e cabe em qualquer canto da casa. Sistema Operacional: bastante amigável e compatível com todos, excetuando-se talvez o Maguila e o Roberto Campos. Disco Rígido: cartunista autodidata, desde 1988 colabora em diversas publicações sindicais e empresariais. Teve desenhos publicados na Veja, Pasquim, Diário do Comércio (SP) entre outros. Participou de salões de humor no Brasil e no Exterior (primeiro prêmio em Volta Redonda, em 1988). Modem: edita a página Programa de Índio na Internet. Periféricos: Vice Campeão Juvenil do "Torneio Início da Segunda Divisão da Federação Paulista de Futebol de Salão", em 1985, dublê de saxofonista e meia-esquerda esforçado. Up grade: acha que a Internet é a droga ideal: leve, barata e vem por telefone.
Da série Rato de Sebo
Drummond
Coelho
Filosofando
junho 22, 2003
O Máximo!
Minha gente, assim dizia um desatinado ex-presidente, está no mínimo imperdível o Pedro Doria do dia 17 de junho. 17.Jun.2003 | O zoólogo Mark Pagel e o biólogo sir Walter Bodmer, ambos britânicos, têm uma nova teoria para explicar o porquê de sermos pelados - literalmente, explica-se: sem pêlos. Fora nós e uma rara espécie de ratos, os únicos mamíferos sem pêlo ou têm uma pele dura qual crosta ou são aquáticos. Para os cientistas, os pêlos sumiram-nos das peles porque tirar bichinhos e parasitas dava muito trabalho. Quem tinha menos pêlo precisava gastar menos tempo se limpando e era menos sensível a doenças. Ficaram, no entanto, os pêlos pubianos. Eles explicam: localizados ali naquele lugar, os pêlos seguram os feromônios. Têm, pois, um motivo principal: dar tesão. É fato, no entanto, que nem todos os cientistas concordam com a nova teoria. A explicação clássica diz que os pêlos sumiram-nos quando construímos abrigos do frio e costuramos as primeiras roupas para protegerem-nos do frio.
***** Agora leiam algumas pérolas que encontrei por lá, comentários que copiei talequal foram escritos. Não trouxe todos, senão perde a graça. Hoje é Domingo, pé de cachimbo, passa lá que é diversão garantida.
- em primeiro lugar, meu amigo ----, cabeleira nao é todo mundo que tem. eu particularmente tenho cada vez menos. e a dermatologista diz que vao continuar a cair e vao crescer nas costas e no ouvido(?) depois, uma constatação triste, cara ----, o tal do toni ramos é de fato um sex symbol, ou você acha que ele tá fazendo oque no horário nobre da grobis? abs do escovão
- Pêlo é bom, dá renda pras depiladoras. Temos de valorizar o setor terciário da economia.
junho 20, 2003
Almanaque Capivarol
Estou aqui tentando rabiscar uma crônica decente para a Nave desta quinzena. Poderia até ser indecente, desde que fosse boa, inteligente, ferina ou felina. Mas tá duro sair coisa que preste. Já revirei livros tentando plagiar alguma coisa fazendo com que parecesse um intertexto, um subtexto, um pretexto, sei lá! Já li trechos bíblicos numa inútil busca de alguma luz, já folheei clássicos, novelas, contos, até a revista Amiga, a Divina Comédia, e o velho que mantenho para emergências, mas... nada! Outro dia, uma repórter me ligou para saber o que eu andava lendo. Almanaque Capivarol, respondi. Ela pediu para soletrar! (Millôr)
Para viver cem anos
- Deitem-se com as galinhas. A noite foi feita para o repouso. Durmam oito horas por dia. - Prefiram a vida de campo à das cidades. - Alimentem-se com cousas simples, frescas e naturais, bem preparadas, sem artifícios culinários. Leite, óvos, carne assada, frutas, pouco pão e bem cozido. Uma colher de Capivarol às refeições. - Não comam por simples gulodice, sem ter fome. As garfadas inúteis equivalem, às vezes, a punhaladas. O Pandigestivo, nêstes casos, será a única salvação. - Não fumem. Se fumarem não traguem a fumaça. O fumo apressa a artério-esclerose. - Não bebam. O álcool é o veneno dos tecidos musculares. E o único homem que não está arriscado a se tornar um alcoólico é o que não bebe nunca. Tome, antes, Luetyl, o super-depurativo. - Não se apaixonem por vício algum. Evitem as emoções violentas. - Evitem a fadiga e o esgotamento de respiração. Os que se fadigam demais acabam sofrendo do coração. - Não andem pela rua sem prestar atenção aos veículos. - Usem roupa pesada no inverno e leve no verão. Não imitem as mulheres, que, para seguirem a moda, fazem exatamente o contrário. No verão ou no inverno, usem Óleo de Ovo, de Carlos Barbosa Leite. - Casem-se, tenham filhos, a vida conjugal é a mais propícia à longevidade. Os solteirões ou viúvos raramente chegam aos cem anos.
junho 19, 2003
Torturante beleza Excelente a coluna
Excelente a coluna da Cora Rónai, no Globo de hoje. Como é que uma mulher comum, que trabalha, cria filho e se estressa com as contas no fim do mês, pode ficar contente consigo mesma se o modelo que a mídia lhe aponta como mulher bonita é um mix de acasos genéticos, cirurgia plástica, estilos de vida especialíssimos, truques de luz e de produção e, last but not least , efeitos de computador?
A aparência física tem sido, cada vez mais, moeda de troca no mercado da valorização social. A beleza física, muitas vezes fabricada pelos especialistas em photoshop, é exaltada e reforçada diariamente pelos principais meios de comunicação. Estar bem, hoje em dia, significa ser magro e aparentar menos idade que a verdadeira, levando inúmeras pessoas às salas de cirurgia, em busca da aparência perfeita (?). Ou até mesmo a práticas torturantes, como o caso das chinesas. O fim justifica todos os meios. Distorção dos valores - dinheiro, juventude, beleza, em detrimento de justiça, amor e liberdade. Busca inútil da felicidade. Existe um ótimo livro sobre o assunto - A Euforia Perpétua - do escritor e filósofo francês Pascal Bruckner, lançado ano passado no Brasil.
junho 17, 2003
Heloísa de Freitas Valle e Marcia Camargos
Sexta-feira é dia do caderno "Fim de Semana", da Gazeta Mercantil. Eu sempre pego lá na empresa e trago para casa, já que pouca gente se interessa. Na última sexta, dia 13, pra variar, a Gazeta não chegou. Entregaram hoje, quando pude constatar que bananas estão mesmo na moda. O mais interessante é que uma das autoras é também minha xará. Com vocês, a reportagem (atrasada) do dia:
Não há assunto sobre a fruta em que não toquem, de sua história antiquíssima, até a enumeração das virtudes terapêuticas e alimentícias. Agarro ansiosamente o livro, procurando o tema da possível desaparição da fruta. A resposta é um alívio, a solução já está sendo dada, com o plantio de variedades resistentes ao fungo que a ameaçava. E ainda fico sabendo que no Sri Lanka se considera que Adão e Eva foram tentados pela oferta de uma banana e não da maçã do nosso mito ocidentalizado; que a banana é a quarta cultura do mundo (depois de arroz, trigo e milho); que da biomassa de banana verde - invenção pioneira e generosa de Heloísa de Freitas Valle, que possibilita sua utilização sutil e fortemente nutritiva de maneira ampla - faz-se enorme variedade de receitas, até um inusitado nhoqueban e a torta de damascoban (o livro é todo testado, coisa rara ultimamente em livros de receitas). Há um passo-a-passo detalhado ensinando a processar a biomassa e que propõe, inclusive, o aproveitamento das cascas. De tão simples, até o leigo em cozinha será capaz de fazer. Pego uma banana para olhá-la com atenção, conseqüência da leitura. Poucas frutas a igualam, assim tão linda, eficazmente planejada, parecendo saída da prancheta de um designer cuidadoso, uma versão em fruta da mistura de forma e função que gera beleza, como pregava a Bauhaus. Fácil de segurar, aerodinâmica, com a casca rígida o suficiente para proteger a polpa delicada, mas suave o bastante para ser retirada sem esforço ou ferramenta alguma. É a fruta mais portátil que há, pode ser comida em qualquer lugar. A banana é a fruta moderna por excelência! Mesmo úmida e saborosa, não solta caldos desnecessários e não suja, sendo que a casca cumpre o papel simultâneo de talher e guardanapo. Nem mesmo tem sementes desagradáveis a sobrar na boca. Uma perfeição. E no entanto ainda é desprezada, desconsiderada como fruta útil a combinações sofisticadas, imprópria para a alta gastronomia, anatomicamente sujeita a todo tipo de metáforas cafajestes e politicamente depreciada: nada pior que ser uma república bananeira, estes pequenos países excessivamente quentes que produzem somente tiranetes militares e bananas. Por tudo isto é preciso dar ouvidos às autoras, considerar a banana, olhá-la com respeito, ver num samba de 1939 cantado por Araci de Almeida o que pode ser nossa própria utopia epicurista: "Lá em casa a dona Crise está segura/ Faz uma semana que ninguém pega gordura/ Pão com banana é a nossa refeição...". Se nos tocarem tempos difíceis, em que precisemos nos meter ainda mais fundamente em jardins de Epicuro, onde estarão os amigos e onde poderemos exercer um mínimo de civilidade e prazeres, o que vamos encontrar? O que de fato temos no nosso horizonte brasileiro? Nossos jardins são quintais, e neles há bananeiras, com pencas de bananas, muito dignas, muito úteis, muito saborosas. Felizmente, elas estarão sempre conosco.
junho 16, 2003
junho 15, 2003
Como fundar a ética hoje?
Leornardo Boff (Folha de São Paulo de hoje) A ternura é o cuidado com o outro, o gesto amoroso que protege. O vigor é a contenção sem a dominação, a direção sem a intolerância. Ternura e vigor, ou também "animus" e "anima", constroem uma personalidade integrada, capaz de manter unidas as contradições e se enriquecer com elas. Lá na Tati tem mais.
Prévert Cá estou eu, mais
Cá estou eu, mais uma vez, nesse meu computador. De vez em quando fico a remexer em seus arquivos - baú dos meus guardados - que se avolumam ano a ano, em bytes e afetos. Foi aí que achei Jacques Prévert, um dos meus poetas favoritos. Prévert foi letrista de canções interpretadas por Juliette Gréco e Yves Montand, roteirista de filmes dirigidos por Jean Renoir e Marcel Carné, mas é como poeta que ele se destaca. "A obra prevertiana nasce da necessidade de se ir até o Outro e de criar uma realidade mais maravilhosa que surja das coisas ao mesmo tempo simples e secretas do cotidiano. Não é freqüente ver coabitar num mesmo indivíduo um poeta, um homem de cinema, um dramaturgo e um "parolier" de canções em voga. Prévert, aquele que transforma em poesia tudo aquilo em que ele toca." (Eclair Antonio Almeida Filho - Mestre em Língua e Literatura Francesa - UFRJ e Doutorando em Literatura Francesa - USP). Poemas, de Jacques Prévert Para a Ruth, que teve uma semana de cão!
junho 13, 2003
Tenderly Chet... terno, eterno, sempre
Chet... terno, eterno, sempre Chet
inspiração, paz, poesia...
junho 12, 2003
Carta dum Contratado Eu queria
Eu queria escrever-te uma carta Eu queria escrever-te uma carta Eu queria escrever-te uma carta Eu queria escrever-te uma carta Eu queria escrever-te uma carta Eu queria escrever-te uma carta... Mas ah meu amor, eu não sei compreender António Jacinto (1924-1991)
junho 11, 2003
junho 10, 2003
A TPM EM 4 FASES
Na minha caixa postal Angela (a Outra), a inspiração do post veio do seu blog. Segundo a visão masculina Fase 1 - A Meiguinha Fase 2 - A Sensível Ela passa a se emocionar com qualquer coisa, desde uma pequena rachadura em forma de gatinho no azulejo em frente à privada, até uma reprise de um documentário sobre a vida e a morte trágica de Lady Di. Este estágio atinge um nível crítico com uma pergunta que assombra todos os homens, desde os inexperientes até os mais escolados, como o meu pai. Fase 3 - A Explosiva Meus amigos, esta é a fase mais perigosa da TPM. Há relatos de mulheres que cometeram verdadeiros genocídios neste período. Desconfio até que várias limpezas étnicas tenham sido comandadas por mulheres na TPM. Exageros à parte, realmente esta é a pior fase do ciclo tepeêmico. Você chega, ela está de pijama, pantufas e descabelada. A cara não é das melhores quando ela te dá um beijo bem rápido, seco e sem língua. Depois de alguns minutos de silêncio total da parte dela, você percebe que ela está assistindo aquele canal japonês que nem ela ou você sabem o nome. Parece ser uma novela ambientada na era feudal, sem legendas. Então, meio sem graça, sem saber se fez alguma coisa errada, você faz aquela famosa pergunta: "Tá tudo bem?" A resposta é um simples e seco "tá" sem olhar na sua cara. Não satisfeito, você emenda um "tem certeza?", que é respondido mais friamente com um rosnado baixo e cavernoso - "teenhoo...". Aí, como somos legais e percebemos que ela não tá muito a fim de papo, deixamos tudo quieto e passamos a tentar acompanhar o que Tanaka está tramando para tentar tirar Kazuke de Joshiro, o galã da novela que... - Merda, viu!? - ela grita de repente. "- Você não liga pra mim! Tá vendo que eu tô aqui quase chorando e você nem pergunta o que eu tenho! Mas claro! Você só sabe falar de você mesmo! Ah, o seu dia foi uma merda? O meu também! E nem por isso eu fico aqui me lamuriando com você! E pára de me olhar com essa cara! Essa que você faz, e você sabe que me irrita! Você não sabe! Aquele vestido que você me deu ficou apertado! Aaaai, eu fico looooouca quando essas coisas me acontecem! Você também não quis ir comigo ao shopping trocar essa merda! O pior de tudo é que hoje, quando estava indo para o trabalho, um motoqueiro mexeu comigo e você não fez nada! Pra que serve este seu Jiu Jitsu? Ah, você não estava comigo? Por que não estava comigo na hora? Tava com alguma vagabunda? Aquela sua colega de trabalho, só pode ser ela. E nem pra me trazer uma droga de um chocolate! Cala sua boca! Sua voz me irrita! Aliás, vai embora antes que eu faça alguma besteira. Some da minha frente!" Desnorteado, você pede penico e vai embora. Tenta dar um beijinho de boa noite e quase leva uma mordida. Fase 4 - A Cólica No dia seguinte o telefone toca. É ela, com uma voz chorosa, dizendo que está com uma cólica absurda, de não conseguir nem andar. Você vai à casa dela e ela te recebe dócil, superamável. Faz uma cara de coitada, como se nada tivesse acontecido na noite anterior e te pede pra ir à farmácia comprar um Atroveran, Ponstan ou Buscopan pra acabar com a dor dela. Você sai pra comprar o remédio meio aliviado, meio desconfiado. "O que aconteceu?", você se pergunta. "Tudo bem", você pensa. "Acho que ela se livrou do encosto". Pelo menos até daqui a 20 dias... "
BlogChalking Para quem não sabe,
Para quem não sabe, blogchalk é aquele bonequinho que a turma põe lá num canto do blog pra dizer, principalmente, se é homem ou mulher. Quem não é nenhum dos dois não põe nada. E antes que algum engraçadinho diga que o meu está sem o bonequinho, já vou avisando que sua ausência é devida a uma certa inexperiência, ou incompetência, sei lá. O homem é representado por uma carinha de maluco com a boca grande e o cabelo em pé, a mulher aparece com meia maria-chiquinha. Nome: Heloisa
junho 8, 2003
Vida de blogueiro Que felicidade!
Vida de blogueiro
Yes! Nós temos banana
Considerações iniciais.
Yes! Nós temos bananas Vai para a França o café Mate para o Paraguai Autores: Braguinha e Alberto Ribeiro Aqui tem banana e muito mais...
A Angela, uma das pessoas mais gentis e elegantes que eu já conheci. CHÁ DE JASMIM, O CHÁ IMPERIAL.
Ingredientes: Uma colher de chá das folhas, para cada xícara de água fervente. Preparo: Encha um bule em forma de pássaro com água de orvalho, ou das tuas lágrimas. Ponha-o em fogo brando até que a água comece a sorrir. Escute o suave ruído crescer até se tornar uma gargalhada de onda revolta. Retire e despeje numa taça de porcelana, macia como os fios do bicho-da-seda, onde já repousam as folhas do chá de jasmim, colhido por virgens nas colheitas do terceiro mês da Lua Brilhante. Mexa com uma colher de porcelana vermelha pintada de dragões. (Chiang Sing - Receitas Tradicionais da Cozinha Chinesa) Ao Matusca Os antigos egípcios acreditavam que a preservação do corpo garantia a passagem à vida após a morte. Se o corpo não fosse preservado, a alma não o reconheceria e os dois não poderiam se reencontrar no mundo do além. Lá no além existe uma querida múmia com ataduras vencidas. Aqui estão suas novas ataduras, Matu, embebidas em Acqua Di Gió, essência guardada há anos em vaso de alabastro.
junho 7, 2003
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